sábado, 21 de dezembro de 2013

De férias...até breve, amigos!!!





"Voa um par de andorinhas, fazendo verão...
Vontade de mudar de camisa, por fora e por dentro... Vontade.. para que esse pudor de certas palavras?...vontade de amar, simplesmente."

Mário Quintana



E assim as andorinhas Ghost e Bíndi...estão voando pras suas férias, para encontrar na paz do descanso mais inspiração e energias e voltar com malas cheias de carinho para compartilhar com todos os amigos e amigas do blog.
Saímos hoje de férias do blog, voltaremos no próximo ano, e desejamos a todos um verão feliz e prazeroso...seja trabalhando, seja descansando, que a vida lhes transcorra em doces dias! Todos os comentários feitos em nossa ausência serão respondidos na volta.


E nós...bem...estamos saindo de mansinho, deixando a todos vocês nossos beijos e abraços carinhosos.
Até logo, queridos! Vamos amar.



Ghost e Bíndi

domingo, 15 de dezembro de 2013

Abjurân



As asas se abrem, o vôo está por iniciar...
Céus se mostram em cores e sons
O coração doce já não sente a harmonia
O silêncio se torna companheiro fiel

Do ninho, ficam as palhas...os pássaros voam além
Sem saudade de ninguém, outros irmãos, outra nação
A Samsara se movimenta num sussuro, num adeus
A música segue...a egrégora se mantém

Noutras paragens, noutras dimensões, acomodam-se no ninho
Vem o vento, balança a fortaleza...as asas se agitam novamente

Lá vão os pássaros, buscando a liberdade...num horizonte sem fim.

Ghost

Abjurân = Rede de Consciência - Egrégora

sábado, 30 de novembro de 2013

Iaciara, a luz da lua






Com o que sonhavas quando, menino, deitavas em teu branco travesseiro
e te deixavas ir para vastos mundos distantes?
Queria ver-te, então, nesses instantes
os ternos olhos fechados e a boca entreaberta
a mãozinha levantada aos céus, querendo tocar as estrelas

Desejaria ter-te conhecido então, e saber quem foi o menino
que gerou este homem, que agora vejo,
tão terno, carinhoso e calmo, mas de coração guerreiro
Quisera deslizar no tempo, e juntar-me a ti, ainda menina
e viver ao teu lado a inocência de meus primeiros anos
como companheiros de sonhos e silêncios, olhando os passarinhos
e contando formigas no chão, absortos e serenos.

Crescemos separados, mas partes do mesmo corpo cósmico,
E tanto a vida nos unia, que sonhamos ambos o sonho do mesmo amor
Tenho saudade do tempo que não passei contigo
Tenho carinho pelo menino que eras, como amor eu tenho pelo homem que és
Pois um está no outro, e está em ti também
todos os seres que foste, por esses séculos sem fim.

Conta os passarinhos...cada um é uma recordação, átomos do mesmo Pai
Cada raio de luz, uma estrela que já se foi, cada verso, cada saudade,
um eco do paraíso onde nossas almas viveram e para onde irão voltar.
Com o que sonhavas, quando menino?
Eu sempre sonhei te amar...

Bíndi, com todo amor, para Ghost


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Inseparáveis


Nunca acreditei em almas-gêmeas
Mas não sabia explicar como somos tão parecidos
Nos costumes, na personalidade, no jeito de amar
No jeito de ser, de pensar e existir.

Uma força irreconhecível nos aproximou
Eu te observava  em silêncio
Sem saber que vc tb me olhava...calada
Bastou um olhar cruzado...o elo antigo, tomou conta de nós

Mesmo que o mundo caísse sobre nós
Nada iria impedir nosso amor
Acima da razão e do entendimento
Sempre nos amamos, mesmo sem saber

A vontade de chamar a tua atenção
A surpresa com nossa afinidade
Alguém disse: eu era vc de calças...rs
Então começamos a perceber que fomos feitos um para o outro.

Mas eu queria saber mais, pois no mundo nunca encontrei alguém
tão semelhante ao meu jeito de ser
Até pensei que jamais iria achar o amor verdadeiro
Depois de muitos anos, sorrindo e às vezes chorando juntos: o entendimento.

Estamos na própria história da criação
Seres andróginos, separados em duas partes
Masculino e feminino...
Hoje sei, querida...eu sou vc, por isso somos inseparáveis.

Ghost

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Indestrutível



A chuva faz brilhar o asfalto em gotas prateadas
e onde o castigo do estio secou plantas, rios e até os olhos
de quem nem mais chorar podia
Brotou nova esperança, alento, e energia
As orações foram ao céu, e pareceu que o céu enfim lhes respondia
Mas um pouco mais além, no povoado não muito distante
profano temporal arrancou árvores, telhados, fez rodar no vento
a paz, as casas, as obras feitas de sonho e alvenaria 
Desalentados ao relento, aquela gente 
De olhos postos no céu a chuva maldizia
A mesma chuva, a mesma água que caía
Podia representar tanto bênção quanto maldição
A chuva é então...um mal ou bem?
De que essência, má ou boa é feita o trovão?
Há o mal? Há o bem? Há o bom ou ruim ou então
tal dependerá de quão preparados estamos para receber
o que a vida nos trouxer, de chofre, de roldão?
Há quem diga que a alma precisa ser arada
ser cinzelada, e passada ao fogo
para que seja maleável a todas as situações
Já que nunca saberemos de antemão
se é "bom" ou "mau" o que nos traz os ciclos do porvir.
O que devo fazer, então...? Aprender... E deixar-me ir.


Bíndi


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Amor Vampiro



A noite entra pela janela com o vento
Que desenha formas sombrias nas cortinas
Meu corpo é todo um arrepio de presságios
Minha alma tece o agora com os retalhos do passado

Saudades...desejos...anseios...por que? por quem?
Sinto falta de rever as paisagens que jamais vi
Sonho todas as noites com rostos que não conheço
Acordo para esquecer os sonhos torturantes

Os pios das aves noturnas anunciam...ele vem, enfim
Pressinto sua chegada, a janela estremece,
jasmins e lírios se desmancham sobre meu corpo
repasto do seu apetite, prisão da minha alma

Quero-o...ainda que seja minha perdição
Sinto-o...mesmo que venha de outro universo
Vejo-o...e o reconheço, meu Lord feiticeiro
Toma-me e leva-me: já não mais me pertenço

Minh'alma farta de te esperar, enfim,
Entrega a ti um corpo para o sacrifício.
Derrama o sangue que unirá as vidas para sempre
Quero alimentar-te de mim, ser eu em ti, eternamente.


Bíndi



 









Meu desejo é invencível...
Lua após lua, as lembranças distantes...me revoltam
Incapaz eu sou de me redimir
Diante da fome insaciável, meu apetite quer te devorar

Sugar tuas energias...num acalanto de terror 
Gemidos na madrugada...passos na calçada
Uma janela entreaberta...um vulto sinistro
Um corpo nu...minha refeição está servida

Revejo o pavor em teus olhos
Olhar que amei outrora...hoje noutro corpo
Me abandonaste nos séculos sem fim...
Madrugadas de tormentas, me perdi...

Me perdi no desejo animal, meu sangue se esvaiu
Hoje bebo de ti...fazendo retornar a rainha de um coração que tive
Me importa te seduzir, o sabor é mais forte
Fêmea frágil me amando...tomo-te em sugadas mortais.

Nada resolve teu choro, minha sede é irracional
Volta pra mim, amada...
Vem pro nosso tempo de um século esquecido
Viva pra sempre em corpo, junto a mim

Quero vingar o animal que me fiz, 
Quero viver de amor, mesmo te fazendo igual a mim...me faz feliz assim...

Reconheces o Lord que fui?
Saudades sem fim passei...
Agora não mais...
Estás aqui...vamos reinar nas madrugadas, como dois pássaros negros e famintos, por um amor sem fim.

Ghost

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