Somos um casal que se ama há muitas vidas, se reencontrou nesta, e vai se amar eternamente... Mas se você não acredita em alma, não crê em muitas vidas, nem aceita a idéia de eternidade, ainda assim acredite no amor: somos a prova de que ele existe, e existirá enquanto um coração humano bater sobre a face deste mundo...pois o amor é, definitivamente, o sal da terra. Bíndi e Ghost
terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
A glória de amar
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
♥️ The Gift Of Love ♥️
sábado, 16 de janeiro de 2021
Retalhos...
O calendário virou, mas não soterrou nosso passado
e o ano que se foi deixou retalhos ácidos
Mascando o tempo, recolhi pedaços
e uma colcha costurei entre meus braços.
Juntei o retalho da indiferença com o da solidariedade
na tentativa de confeccionar obra mais bela...
E de generosidade e egoísmos consegui porções enormes
com que fui cerzindo devagar, olhando a vida da janela.
Houve descuido, desgovernos, maus exemplos a fusel,
que costurei unidos com o suor de médicos e enfermeiras.
E neste entretecer apequenou-se a linha de meu carretel
pois para tais atos, tão heróicos, não sou bastante boa bordadeira.
E fui juntando, tecendo, costurando, a refletir...
A colcha ainda não aprontei, porque bem sei...muito ainda há de vir...!
Mas por pior que sejam os acontecimentos, não os apago da memória
Pois servirão de baliza para que me desvie de caminhos rústicos.
Porém, jamais deixemos de crer e de nos esforçar pela vitória:
Aprendi que a esperança é a teimosia dos lúcidos.
Bíndi
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
O amor que neguei

Mas era mais forte que a minha vontade
Minha mente negava o que meu coração desejava!
Foi assim que entreguei-te o meu olhar insistente
Chamei sua atenção
Aos poucos, você correspondeu-me
Então, foi o começo de minha triste história.
Fui punido pelo resto de minha vida,
Aprisionado numa masmorra
Vendo a revolta crescer dentro de mim
Já não havia mais lágrimas
A dor era tão profunda que o amor que eu sentia
Aos poucos transformou-se em ódio mortal
Por tudo e por todos
Eu precisava da vingança
Foi assim que parti, caindo em profunda decadência moral
Combati muitos, sucumbi em sombras profundas
Tornei-me um senhor das trevas
Comandei legiões, não perdoava a ninguém
Meu exército era poderoso, imbatível
Castiguei-o até destruí-lo ao estado dum ovoide
Mesmo assim, meu coração não encontrou a paz
Por séculos sem fim, andei vagando e sugando vidas
Dilacerei muitos, tornei-me um demônio
Não perdoava, não amava mais nada e nem a ninguém
Negava-me a oportunidade de perdoar
Mesmo quando minhas próprias vítimas me perdoavam
Ainda assim, eu as odiava...tentando resgatar o que perdi
Vingando-me de todos e de tudo!
Foi tanto ódio guardado que caí em completa auto-destruição
Meus órgãos mais importantes se dilaceravam
Até mesmo minha mente se esvaía em devaneios umbríferos
Desci até onde nada existia de humano em mim
A dor e o ódio me dilaceravam como uma faca, que cortava minha própria alma
Extinguindo-me da existência das criaturas
Quando nada mais restava para resgatar de minha vingança
Dei-me conta de que havia sido amado um dia
Onde estaria aquela que tanto amor me ofereceu?
Era minha única lembrança da vaga paz, que ainda habitava em minha dor milenar
Então num esforço profundo, quase maior que meu próprio sofrimento
Chamei-te com a voz de meu coração
Morto estava eu para o universo, já não existia mais humanidade dentro de mim
Já não conseguia nem mesmo odiar, queria apenas ver-te uma última vez
Apaguei-me em morte da consciência
Ressuscitado fui por um beijo, dado com tanto amor
Trazendo-me de volta ao viver de minha individualidade
Havia se passado mil anos...e ainda tinha o seu amor em mim!
Chorei em seus braços, pedi o seu perdão e reconheci as minhas culpas
Meus crimes, todas as vítimas que fiz no tempo
Havia causado tanta dor, tanto sofrimento que não mereceria mais existir
Assim mesmo, anjo...vieste ao meu encontro, descendo até as regiões sombrias em que me pus
Alimentaste meu coração com seu amor e seu perdão
Lembro ainda de seus olhos a fitar-me no momento de meu despertar
Dizendo-me..."volte pra mim!"
Aqui estou meu anjo, nesse sonho consciente, recebendo-te novamente
Prometendo-te que irei ir até onde você está,
Mesmo que demore mais mil anos
Plantarei a paz, resgatarei todos os meu crimes
Porque amar-te é meu destino e o motivo de minha existência!
Encontrar-te-ei um dia...então livre das masmorras que aprisionaram meu coração
Para unir-me a ti...no país das estrelas!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
ஓகிஜ Sementes ஜகிஓ
O vento de primavera deixou em meu quintal sutil presente:
envolta em asas de seda, pequena e bela semente
pousou a meus pés, humilde e despretensiosa.
Mal a notei a princípio, pois ruminava, ansiosa
pensamentos insalubres que me sombreavam a mente.
Algo fez-me baixar os olhos e notar a pequenina,
numa dessas inspirações que não há ciência que defina.
Nunca havia visto assim tal perfeição...
pois entre as tênues asinhas havia um coração!
Enterneci-me com o achado e pensei por um momento
nos tantos sinais que nos envia o invisível
e que numa semente humilde vejo o amadurecimento
do fruto de minhas próprias ideias se tornar possível.
Penso que tantos pequenos gestos podem beirar a grandiosidade
e que o serem normais e corriqueiros, não lhes tira o brilho...
Assim a cozinheira pode abençoar sua comida preparando-a com boa vontade,
a mãe com um simples abraço e um beijo pode mudar o dia de seu filho.
Ao varrermos nossa casa pode-se energizar a cada cômodo com a limpeza,
ao desejarmos bom dia a um desconhecido o abençoamos com delicadeza.
Em tudo, feito com carinho e desprendimento, há um fulgor
que vem do coração e é um dom de nossa natureza;
assim como o coraçãozinho da semente encheu-me de amor
e deixou meu dia mais doce, e meus olhos marejados de beleza.
Bíndi
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
۞ Amor de Almas ۞



